quinta-feira, 8 de julho de 2010

Bruno Senna substituido por Sakon Yamamoto em Silverstone

O jornalista inglês Joe Saward anunciou, Colin Kolles, diretor da Hispania confirmou: Sakon Yamamoto substituirá o piloto brasileiro no cockpit do Hispânia esse fim de semana.

A razão para a substição seria dinheiro de patrocinios que o japonês traria consigo.

Não se sabe se essa substituição valeria apenas em Silverstone ou para as demais  corridas do campeonato, e mesmo que seja apenas para essa corrida, se Bruno vai querer voltar depois dessa puxada de tapete.

Mais detalhes serão divulgados pela equipe somente na manhã de sexta-feira.

A Williams e a Sucessão

Pouco a pouco a equipe Williams vai passando de mão. Em 2004 Patrick Head, sócio de Frank Williams na equipe abdicou de seu cargo de Diretor técnico em favor de Sam Michael, embora continue na Williams como diretor de engenharia. No começo do ano Eles venderam uma parcela minoritária de suas ações para Toto Wolff. Hoje foi a vez de Frank Williams passar a Diretoria Executiva para Adam Parr (à direita na foto), que está na equipe desde 2006. Frank continuará na equipe como chefe do Conselho, mas na prática o dia-a-dia da gestão da equipe passa para a "próxima geração".

Agora resta esperar e torcer para que essas mudanças dêem inicio a outras, mais técnicas, que resultem no reestabelecimento da equipe, permitindo-a alçar voos mais altos e disputar vitórias, como fez até pela última vez em 2004.

PS: A Williams também deve anunciar a qualquer momento a permanência da Cosworth como sua fornecedora de motores para 2011.

Análise do meio de ano: SAUBER

Após o quase fechamento no fim do ano Passado, a equipe recomprada emergencialmente por Peter Sauber iniciou a pré-temporada virando tempos bons no inverno europeu, e arrancando elogios da fabricante de pneus Bridgestone, que chegou a dizer que o carro deles era o que melhor usava seus compostos. Sem o dinheiro farto e garantido da montadora bávara, Peter Sauber resolveu apostar na larga experiência de Pedro de la Rosa como piloto de testes da Mclaren como garantia de desenvolvimento do carro ao longo do ano e na juventude e arrojo de Kamui Kobayashi, único representante nipônico na categoria, o que também significaria potenciais patrocinadores japoneses.

Com o início da temporada, ficou claro que o carro da Sauber era ruim: Lento, ficava sempre lá atrás nos grids de largada e nas corridas, quase sempre quebrava. O tempo foi passando e os resultados não foram chegando, com isso tampouco vieram os potencias patrocinadores, os carros continuam brancos e entre seus pilotos, de la Rosa vem apresentando rendimentos abaixo do esperado. Eis que chega a etapa de Valência e tudo parece mudar de figura. Após uma classificação melhorzinha, mas ainda longe da ideal (lembrem-se que a BMW-Sauber iniciou 2009 acreditando no título), uma corrida com estratégias diferentes para seus pilotos e com a providencial presença do Safety-Car garantiu a Kobayashi a oportunidade de andar quase toda a corrida com pneus duros em terceiro lugar e as últimas voltas com pneus macios em ritmo espetacular, passando Fernando Alonso na penúltima volta e Buemi na última curva, garantindo para equipe valiosíssimos pontos no campeonato e uma lufada de ar fresco no ambiente pesado que se instalava na equipe pela falta de rendimento. Agora resta ver se nas etapas seguintes a equipe vai continuar a frequentar a zona de pontos pela melhora real de seus carros ou se o 7º lugar em Valência foi apenas um golpe de sorte isolado. Dependendo do que conseguirem daqui pra frente, 2011 pode estar em risco.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Análise do meio de ano: MERCEDES

Após conquistar o título de construtores e pilotos em 2009, a equipe Brawn foi comprada e batizada com o nome de sua nova proprietária, Mercedes-Benz, e sobre ela criou-se a fundada expectativa de que continuaria a apresentar resultados exuberantes, disputando os títulos novamente. Ainda na pré-temporada, chegou-se até mesmo a se ouvir boatos de que haveria o risco disso não acontecer, pois eles teriam focado tanto em ganhar no ano passado que o carro desse ano teria nascido com menos atenção que suas rivais, boato prontamente afastado por Ross Brawn.

Movido por essa expectativa grandiosa, Nico Rosberg deixa a segurança da Williams apostando em vitórias. Mais para frente, para tirar o sono de Nico, Schumacher anuncia que será seu companheiro, então forma-se definitivamente o cenário para grandes resultados para a equipe Anglo-Germânica. Nos testes de inverno seus resultados são razoáveis, mostrando de fato estar entre as "top 4", mas nada muito exuberante.

Com o início do campeonato, verifica-se que a equipe realmente não está no mesmo patamar de Ferrari, Mclaren e Red-Bull, especialmente essas duas, e o pódio se torna uma lembrança cada vez mais distante para seus pilotos. Isso porque o carro, assim como Ferrari, não se entende com os pneus e a equipe não mostra a mesma rapidez de reagir que a Mclaren, por exemplo. Como se não bastasse, sua estrela principal, Michael Schumacher, está bem abaixo do desempenho esperado, comprovando que com carro ruim não há piloto bom que faça milagres. Só que comparado à Rosberg, o heptacampeão tem deixado a desejar, acumulando menos da metade de pontos que seu colega. Com isso muitos já questionam se ele ainda pode reagir, se poderá voltar a ser aquele Schumacher, se vai cumprir seu contrato (de 3 anos) com a Mercedes até o fim, etc. Chegam até a pensar que ele está "apenas se divertindo". O fato é que ele não se adaptou tão bem ao carro como Rosberg, talvez até por ter ficado fora da F-1 por 3 anos, mas devido a ser ele quem é, eu não o descartaria tão cedo daqueles que podem ganhar corrida, senão esse ano, em 2011.

Com isso a segunda metade dessa temporada será para, a curto prazo, verificarem se ainda vale a pena investir nesse carro ou se já vão intensificar seus recursos no carro do ano que vem, esse com o dedo de Schumacher. A briga da Mercedes nesse segundo semestre está mais com Renault do que com Ferrari, então é bom eles não largarem a mão tão cedo.

Os aviões da F-1 - Parte 2

Dando continuidade ao tópico de ontem, hoje terminamos de mostrar os aviões particulares de outras pessoas do mundo da F-1:

6    Rubens Barrichello, Embraer Legacy 135. Preço: 20 milhões de dólares
7    Nelson Piquet, Cessna 750 Citation X. Preço: 22 milhões de dólares
8    Nelsinho Piquet, Cessna Citation Mustang. Preço: 2,6 milhões de dólares
9    Michael Schumacher, Dassault Falcon 2000 EX. Preço 27 milhões de dólares
10  Ralf Schumacher, Gulfstream 200. Preço 21 milhões de dólares
11  Flávio Briatore, Bombardier Canadair Challenger 601. Preço 30 milhões de dólares
12  Felipe Massa, Piaggio Avanti P180. Preço 6,2 milhões de dólares
13  Fernando Alonso, Dassault Falcon 900C. Preço 24 milhões de dólares

(Clique nas imagens para ampliá-las)
 
 
      
 
                                                          


























Explicações: O avião de Felipe Massa seria na verdade da própria fabricante, a Piaggio, que o emprestaria aos pilotos da Ferrari numa parceria estratégica, então não se sabe se o piloto brasileiro realmente possui um. Além disso, os preços acima são aproximados, segundo valores de mercado dos modelos equivalentes novos, podendo haver pequenas variações conforme opcionais e negociação. 

Fotos: Site Airliners

terça-feira, 6 de julho de 2010

Os aviões da F-1 - Parte 1

Como muitos de vocês devem saber, a Formula 1 é um mundo bilionário com astros milionários em constantes deslocamentos pelo mundo afora. Muitos dos principais pilotos e dirigentes da Formula-1 atual ou do passado recente usam para esses deslocamentos jatinhos alugados. Mas um seleto número dentre esses contam com aviões próprios, que vamos conhecer agora os 5 primeiros:

1   Bernie Ecclestone, Dassault Falcon 7X. Preço: 50 milhões de dólares; 
2   Gerhard Berger, Dassault Falcon 2000  Preço: 25 milhões de dólares;
3   Ron Dennis, Bombardier Challenger 604. Preço: 30 milhões de doláres;
4 e 4-b   Vijay Mallya, Airbus A319 Corporate Jet. Preço: 65 milhões de dólares;
5   Niki Lauda, Bombardier Challenger 300. Preço: 20 milhões de dólares.

(Clique nas imagens para ampliá-las)




 














 

Os preços são aproximados segundo valores de mercado dos modelos equivalentes novos, podendo haver pequenas variações confome opcionais e negociação. Amanhã vejam os aviões de Nelson Piquet, Nelsinho Piquet, Flávio Briatore, Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Felipe Massa.

Fotos: Site Airliners

Análise de meio do ano: FORCE-ÍNDIA

Após uma surpreendente temporada em 2009, a Force-Índia iniciou a pré temporada 2009 como uma das sérias candidatas a se intrometer na disputa das 4 grandes. Começa o campeonato e... E a expectativa se confirma, excetuando-se pela surpreendente Renault de Kubica que sempre está a frente da equipe indiana e com isso tem mais pontos que ela. Mas com as primeiras etapas torna-se evidente que a parceira técnica com a Mclaren tem sido benéfica para a equipe que conseguiu criar um carro mais equilibrado que o do ano passado (que só era bom em pistas de alta velocidade), conseguindo pontuar em todas as etapas, com exceção da China.

Outro fator que continua pesando a favor do time é o forte motor Mercedes, que dificulta a vida dos rivais próximos que não dispõe de tanta potência, mesmo quando estão mais rápidos. Além disso, seus pilotos Vitantonio Liuzzi e sobretudo Adrian Sutil tem se mostrado a altura da melhora do carro, pontuando bastante. Nesse item Adrian Sutil continua sendo mais rápido que seus companheiros, a exemplo de anos anteriores, e é aí que reside o perigo para Liuzzi, que mesmo fazendo um temporada bastante razoável com o carro que dispõe, pode não se provar um piloto competitivo o suficiente e poderá perder o emprego para o test-driver Paul di Resta ao fim do ano.

Um desafio a mais para equipe será fazer um segundo semestre (e aí inclui-se o projeto do carro 2011) igual ou melhor que o primeiro, pois alguns engenheiros que tinham posições-chave na organização estão de saída para a Lotus, que vem oferecendo salários melhores em troca de suas experiências, o que pode desfalcar a equipe indiana num momento crucial de sua luta para estabelecer-se como a melhor equipe do pelotão intermediário.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Williams vai usar KERS próprio

A equipe Williams vai usar o sua própria versão do KERS em 2011, declarou o diretor técnico Sam Michael.

A escuderia baseada em Grove desenvolveu sua própria empresa de sistema híbridos e desenvolveu um sistema de "roda livre (Flywheel) único que é atualmente usado pela Porsche nas corridas de GT.



Mas Sir Frank Williams revelou recentemente que esse sistema de roda livre é tão grande "que faria nosso carro (de F-1) parecer um ônibus londrino de dois andares".


Então em 2011, com o KERS voltando à Formula-1, a Williams Hybrid Power está trabalhando num numa versão do sistema elétrico mais convencional.

"Tudo está sendo feito internamente", confirmou Sam Michael. "Só as células de baterias estão sendo compradas de um fornecedor externo"