sábado, 5 de março de 2011

Red Bull HD

Veja essa animação em alta definição divulgada pela Red Bull já com o patrocínio da Infiniti na carenagem. interessante notar os detalhes do carro só possíveis de serem observados em close nessa animação, já que na vida real seria impossível as câmeras filmarem muitos desses ângulos:

sexta-feira, 4 de março de 2011

O volante da F1 2011

 Borboletas atrás do volante

4  De cima à esquerda - Reduzir marcha
14  De cima à direita -
Aumentar marcha
7  De baixo à esquerda -
Embreagem
17 - De baixo à direita - Embreagem - Botões da esquerda (salta da mais alta à 1ª marcha)

1 - N
Ponto morto. Usada para selecionar o ponto morto ou marcha ré.
2 - PC Esse é um botão para avisar os engenheiros que o piloto ouviu as ordens vindas do box (mais usado para  confirmar que entendeu que tem que ir para o Pit).
3 - Talk Esse botão liga o rádio por 30 segundos ou alternativamente pode ser pressionado de novo pelo piloto para desligá-lo. Um LED de luz vermelha acende o painel quando o rádio está ligado.
5 - 10 Esse botão tem 2 funções: Primeiro eu tenho que explicar as opções do piloto: O piloto pode selecionar "opções do piloto" de 1 à 77. Essas opções são usadas para ligar ou desligar sensores e/ou funções que estão apresentando defeito ou precisam ser modificadas (por exemplo, ativar a bomba de gasolina)  Quando o botão rotativo MFS está na posição DEF os botões "10" e o "1" permitem o piloto alternar os números das funções do piloto. Quando o MFS  está em qualquer outra posição que não DEF, os sinais de "+" e "-" permitem o piloto mudar para cima e para baixo o número do mapeamento assinalado para a função MFS.
6 - SC
Quando o safety car está na pista um tempo de volta de referência (fornecido pela FIA) aparece no painel. O piloto tem que ser mais lento do que esse tempo acima para garantir que não está pilotando muito rápido com o Safety-car na pista. Obotão "SC" permite ao piloto apagar esse tempo de volta de referência assim que ele se junta ao pelotão atrás do carro enquanto aguarda a relargada.
8 - Drink dá (bombeia) ao piloto uma bebida especial para repor líquidos.

Botões da esquerda, do topo ao fim

11 - Pit O piloto aperta esse botão quando se aproxima da linha de entrada do pit-lane. O piloto mantém o acelerado apertado e a central eletrônica do carro controla o motor para manter a velocidade do carro dentro do limite de velocidade (100Km/h em corridas). Para reduzir a velocidade abaixo do limite máximo o piloto apenas alivia o pé do acelerador.
12 - Wing Quando o piloto aperta esse botão a asa traseira móvel fica na posição correspondente a de menor arrasto aerodinâmico possível.
13 - ACK Isso confirma qualquer mudança de função dos botões do piloto.
15 - 1+ O botão "1" muda o índice de números das funções do piloto. A função "+" alterna para cima os mapas selecionados pelo botão rotativo MFS.
16 - Oil Ativa a transferência de óleo do tanque auxiliar para o tanque de óleo principal.
18 - BPF Essa função permite ligar a função do sensor localizador do ponto de mudança de marcha (Bite-Point-Finder - BPF).  O BPF ativa a embreagem três vezes até que as rotações do motor caiam, permitindo o ponto de mudança de marcha ser medido automaticamente.
20 - Botão VERMELHO - Botão extra (possivelmente para acomodar o KERS no futuro próximo).

Rotativos (do alto da esquerda, no sentido anti-horário)

21 - MID Modifica a demanda de torque no diferencial conforme o piloto alivia o pé do freio e entra na curva ("MIDdle of the corner").
22 - EXIT Modifica a demanda de torque no diferencial conforme o piloto acelera na saída de uma curva ("corner EXIT").
23 - ENTRY Modifica a demanda de torque no diferencial conforme o piloto breca antes de uma curva ("corner ENTRY").
24 - MIX Modifica a mistura de ar e combustível ("MIXture") injetada no motor. Basicamente seleciona uma mistura mais pobre (menos combustível) que economiza mais, poupando combustível ou mais rica, com mais gasolina sendo usada.
25 - EB Modifica o torque do motor quando se está freando (em conexão com a rotação do motor)
26 - MFS Botão multifuncional (qualquer função pode ser colocada nesse botão).
27 - RPM O piloto seleciona um mapeamento diferente de motor com esse botão. Os mapeamentos variam de "maximum performance", usada por exemplo nas voltas de qualificação, à até mapeamentos conservadores como quando estão atrás do safety car.

Outer Rotaries


9 - Clutch Modifica o ponto que a embreagem é ativada para o piloto trocar de marcha.
19 - Tyres (O piloto deve girar esse botão para o tipo de pneu correspondente). Quando é selecionado pneus de chuva pesada ou intermediário o a luz auxiliar na traseira do carro é ligada. A circuferência do pneu também é alterada na central eletrônica para assegurar que a velocidade  medida é precisa . A mudança do tipo de pneu também pode modificar o controle de muitas estratégias como a velocidade da troca de marchas, mapeamento do torque, etc.

Outros


10 - Launch Seleciona automaticamente as regulagens de largada.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Raio X da Renault 2006


Renault R26, o carro que deu o bicampeonato a Fernando Alonso contra Schumacher no último ano do alemão pilotando a Ferrari. Giancarlo Fisichella, o outro piloto da equipe teve um desempenho mais tímido, mas foi o suficiente para garantir novamente, junto com o desempenho de Alonso, claro, o título de construtores para a equipe. Heikki Kovalainen era o piloto reserva.


O carro em si, projetado por Bob Bell teve como grande trunfo a sua confiabilidade. O chassis R26-03, pilotado por Alonso terminou todas as corridas do ano sem precisar ser substituído, algo que costuma acontecer durante o ano. Outro grande diferencial da equipe foram os polêmicos amortecedores de massa, os Mass Damper System que absorviam eletrônicamente vibrações das os pneus, distribuiam melhor o peso entre os dois lado do carro e consequentemente reduzia o desgaste dos pneus, além de ganhar cerca de 3 décimos por volta . Só que esse aparato foi proibido em no Grande Prêmio da Alemanha e a Renault quase perdeu o rumo com essa restrição, mas no fim das contas Alonso e a equipe sagraram-se vitoriosos

Clique nas imagens para ampliá-las

Fabricante e designação do motor: Renault RS26
tipo: V8
Deslocamento cc: 2398
Transmissão: 7 velocidades mais ré
Rodas: OZ Racing
Pneus: Michelin
Peso kg: 600 - Incluindo Piloto e câmeras de TV 

A cada 15 dias, foto nova

Olá pessoal! Para animar mais as coisas aqui no BLOG a cada 15 dias vou trocar a imagem de fundo. Fiquem atentos, a de hoje já é nova!

Se você gostou da foto e quiser copiá-la, basta clicar com o botão da direita do mouse em cima da foto (nos cantos da página) e apertar a opção "exibir imagem de fundo" e depois copiá-la!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O coice da Toro Rosso

Com um carro aerodinâmicamente inovador a "equipe B" da Red Bull pilotada pilotada pelo espanhol Jaime Alguersuari e o Suíço Sebastian Buemi cada vez mais toma espaço do vegetativo notíciario da Formula 1 como a provável grande surpresa do início da temporada.

Segundo Lewis Hamilton da Mclaren, os tempos apresentados pelo novo carro da Toro Rosso são "ridículamente rápidos" ao passo que Jenson Button acrescentou que a equipe também lhe parece razoavelmente consistente. Até o bicampeão Fernando Alonso da Ferrari, uma das equipes tidas como detentoras do segundo melhor carro do grid até agora declarou que pelas suas observações, a Toro Rosso "progrediu significativamente" desde o ano passado.

Toda essa onda de elogios à equipe foi em parte endossada por Alguersuari, um dos mais interessados em ver todo esse potencial se traduzir em realidade, já que pilota o carro: "deveremos lutar por pontos em todas as corridas" disse.

E qual a explicações para tal salto de desempenho? A primeira e mais óbvia é: São testes, e neles os resultados podem ser facilmente enganadores, não necessariamente por "malandragem" da equipe, embora seja uma das opções do cardápio, mas porque as condições de como são obtidos os tempos podem ser muito diferentes, criando cenários distorcidos da real distribuição de forças entre as equipes que testam.

Outra explicação possível, e que parece ter peso nesse caso e não descarta uma combinação com a anterior, é o carro ser de fato rápido. O inovador desenho das entradas de ar principais (laterais) com um enorme espaço vazio sob elas criando um assoalho duplo, permite a livre passagem de ar para a traseira do carro, o que resultaria no tão propalado e desejado ganho de pressão aerodinâmica (downforce). Uma das consequências disso, entretanto, seria a discreta elevação do centro de gravidade do carro, já que radiadores e outras peças que ficavam apoiadas no assoalho passaram a ficar suspensas, mas parece que a troca valeu a pena.

Os testes da semana que vem prometem ter um valor ainda maior - mas não definitivo - para aferir se o carro da equipe que já foi Minardi de fato é um carro muito bom ou se foram apenas circunstâncias que levaram-no a bons resultados positivos. De qualquer maneira não se enganem, não será uma "nova Brawn" que desponta para o título.

Se só as corridas reais dirão quanto desse "oba oba" todo em torno do carro é justificado, uma coisa parece certa: A Toro Rosso começará 2011 mais competitiva do que iniciou 2010 e pode dar trabalho à Sauber, Force Índia e até mesmo Williams, Mercedes, Renault e Mclaren, já que não sabemos o real desempenho delas ainda.

terça-feira, 1 de março de 2011

Enquete sobre as cores da Williams

Perguntei-lhes: "O que você achou da nova pintura da Williams"

Reponderam-me:

Preferia a "provisória", toda azul marinho
    13%
Bonita, mas a original da "Rothmans" era mais bonita
    33%
Prefiro a antiga (até ano passado)
    6%
Linda
    45%
Feia
    0%

Donde concluo: 78% dos votantes, a vasta maioria, aprovou a nova pintura dos carros da equipe inglesa a serem pilotados por Rubens Barrichello e Pastor Maldonado. Lembro que junto com essa opção de pintura vem a responsabilidade de fazer jus a um período tão vitorioso da equipe sob risco de manchar a imagem afetiva também daquela época.

Red Bull, Infiniti e 2013

A Red Bull anunciou hoje que a montadora japonesa Infiniti se tornou um grande patrocinador da equipe
Para quem não sabe, a Infiniti é a divisão de luxo da marca Nissan que por sua vez é do grupo Renault.

A chegada do apoio da Infiniti levando dinheiro para lá certamente vai ajudar as finanças já tranquilas da equipe e por ser um acordo de 2 anos, deve dar publicidade a marca japonesa no território europeu, alvo principal da parceria, visto que nos Estados Unidos a Infiniti já é razoavelmente estabelecida contra sua maior rival, a Lexus da Toyota.

Outra coisa que chama atenção no acordo de 2 anos (2011 e 2012) é que ele se encerra exatamente no ano anterior a mudança radical de motores da categoria, em 2013, dando a entender que a parceria não é mais longa exatamente porque a Red Bull talvez queira substituir os motores Renault por outra marca, por exemplo, Volkswagen (através da marca Porsche ou Audi) e aí não poderia estar vinculada à Infiniti, concorrente de algumas marcas do Grupo VW, que já teve seu nome cortejado pelos dirigentes da atual equipe de Vettel e Webber.

Certamente a Renault vai lutar com unhas e dentes para estender a parceria para após 2012, especialmente agora que não tem mais participação em nenhuma equipe do grid, seja na divulgação da marca Infiniti, seja (principalmente) na parceria técnica de fornecimento dos futuros motores 1,6 Turbo. O fato da data desse novo contrato se encerrar em 2012 é um forte indicativo que haverá (se já não há) concorrência nessa disputa e que novas marcas de motores estão de olho na F1 (além da Volkswagen-Porsche, especula-se Honda e até Hyundai).

Com todas essa possíveis novas marcas podendo entrar na F1, com algumas delas provavelmente sem exclusividade com apenas uma equipe, as equipes não oficiais deverão ficar interessadas em novos parceiros, entenda-se, além de Red Bull, todas as outras que não Mercedes, Ferrari e McLaren (visto que esta tem contrato até 2015 com a Mercedes), até a Renault, que não é da Renault, poderá mudar de bandeira quando mudar seu nome. Some-se a isso o fato que as atuais fornecedoras não deverão assistir a tudo isso inertes, prometendo assim um grande rearranjo de fornecedores no grid de 2013.

Nada disso é certo ainda, mas prometem ser tempos interessantes.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O ano da Williams

 - Post 500 -

Quem lê o título desse post pode ser levado a crer que se tratará de um texto recheado de otimismo e apontamentos dos "porquês" 2011 será um ano glorioso para a equipe inglesa

Não é.

Ok, ha algum otimismo, mas não ufanista, e escrevo principalmente sobre a importância desse ano para a equipe e porque o FW33 tem a missão importantíssima de recolocá-la no mapa das grandes equipes, ainda que não no topo delas.

Com a debandada geral de patrocinadores no fim de 2010 a Williams assinou com Pastor Maldonado porque ele traria pesadas cifras da petroleira PDVSA, que em conjunto com uma racionalização dos investimentos e gastos da equipe lhe dariam (ou darão) o suficiente para atravessar a temporada de 2011 com um orçamento razoável e definido.

Além da PDVSA não notamos outros patrocinadores de peso entrando aparecendo na carenagem do carro, pelo menos não ainda, o que significa que a equipe não atravessa um momento de grande atratividade comercial.

Com tudo isso em mente o papel de Rubens Barrichello ao municiar a equipe durante o período de 2010 com informações e impressões precisas sobre os rumos a tomar na criação e desenvolvimento do carro de 2011 se tornou vital para um ressurgimento da equipe.


O FW33 foi o primeiro projeto mais ousado da equipe em anos, e ousadia na medida certa, ainda que custe um pouco de confiabilidade no início, costuma também ser pré-requisito pra bons desempenhos e escalada na tabela de pontos. Carros conservadores só dão certo quando conservam algo reconhecidamente vencedor e com sobras (Williams FW14, 14B e 15C e Red Bull RB5, 6 e 7 são exemplos), o que não era o caso dos últimos carros da equipe, tornando a ousadia do carro 2011 mais do justificada, necessária.

Adam Parr, presidente da Williams tomou portanto a decisão correta ao autorizar o planejamento e concepção desse carro novo, pois ele sabe que se a equipe não melhorar a olhos vistos seu desempenho nas pistas já esse ano, aproveitando-se da valiosíssima experiência, velocidade e motivação de um piloto que entra na sua 19ª temporada de F1, se tornará cada vez menos atraente para patrocinadores (e porque não, potenciais compradores de suas ações na bolsa), e sem eles não ha dinheiro para a contratação dos melhores pilotos e mesmo engenheiros, criando um círculo vicioso que arruinaria a equipe que vem se tornando figurante na F1 desde o fim da parceira com a BMW em 2005, temporada, aliás, que já não ganhou mais corridas.

Com a saída de Rosberg em 2009 e Hulk em 2010 a equipe em tese perdeu dois nomes de potencial comercial e apelo jovem, mas com a presença de Barrichello ganhou recursos técnicos inestimáveis que felizmente vem sendo capitalizados, recursos esses que creio dever ficar na Williams até pelo menos 2012, pois vejo Barrichello extremamente competitivo e feliz com o que faz, assim como a equipe com seu trabalho, especialmente agora com a entrada de outro piloto novato.

A verdade é que a equipe de Frank Williams vive nesse ano um momento decisivo, sabe disso e parece ter se preparado para de fato reiniciar sua caminhada rumo ao protagonismo na F1, aliando a ousadia na medida do carro, a experiência e motivação de Barrichello e os recursos financeiros e arrojo de Maldonado, que quer mostrar que é mais que um saco de dinheiro no grid.

PS: Esse é o post de Nº 500 do meu blog, obrigado ao vocês leitores que tornaram meu blog relevante, que o divulgam em seus Twitters, E-mails e Facebook e lêem meus posts diários!