quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sauber 2011

Essas fotos mostram Sérgio Perez, o novo piloto mexicano da equipe suíça, provando seu assento no novo carro da equipe. Apesar de não estar totalmente montado, já podemos ver que se trata do chassis definitivo do modelo C30 que competirá no campeonato do ano que vem, todo feito em fibra de carbono.

Nota-se que apesar dos disfarces, a entrada de ar superior será um pouco menor [A]que a desse ano, bem como que ele se renderam a um expediente que os carros da Red Bull vem utilizando nos últimos 2 anos e várias outras nesse ano: um certo abaulamento na parte central da dianteira do cockpit, formando um discreto "v" quando se olha de frente embaixo da fita laranja, à direita da mão do mecânico [B]  (muito perceptível na foto acima, pois a de baixo colocaram uma placa preta por cima), veja:
 
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cartão Postal da Red Bull

Recebi a imagem do meu colega Speeder76 e repasso a vocês: O cartão da Red Bull dando uma nada sutil alfinetada na Ferrari e sua controversa ordem de equipe no GP da Alemanha. Aqui a da frase mais tristemente célebre de toda a temporada 2010 ganha ar de humor, veja:
 
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Raio X Benetton-Ford 1994

A grande vantagem do B194 foi ter ficado pronto muito antes de seus rivais. Além disso a Cosworth conseguiu um considerável salto no nível de desempenho do novo motor Ford Zetec-R V8, 25mm mais comprido que seu antecessor e um pouco mais pesado,e todo o conjunto mostrou grande estabilidade e agilidade desde o início do ano.

Pilotado por Michael Schumacher, Jos Vertappen, J. J. Lehto e Johnny Herbert, o B194 é muito semelhante ao B193. Do ano anterior para esse uma grande diferença foi a redução do tanque de combustível, graças a chegada do reabastecimento. Essa mudança permitiu uma redução de sua área frontal, com o rebaixamento do cockpit e da tomada de ar superior, mas para compensar isso foram montados radiadores maiores nas laterais do carro de modo a permitir o correto arrefecimento dos novos motores que chagavam a inéditos 15 mil giros.

A superioridade do conjunto foi abalada pelas duvidas da lisura do mesmo. Em San Marino a FIA descobriu que o carro tinha um sistema eletrônico proibido de largada, mas como não havia provas de que ele havia sido usado, não foram punidos, mas a sombra permaneceu até o fim do ano.

Pouco depois descobriu-se que a equipe não usava um filtro obrigatório na bomba de combustível e com isso ganhavam preciosos segundos no reabastecimento. Além disso ainda o fato de Schumacher ignorar uma bandeira preta no GP de Silverstone, sendo desclassificado dela e proibido de correr as 2 seguintes e depois ser desclassificado novamente em Spa por ter a prancha de madeira no assoalho do carro apresentado desgaste 10mm maior que o permitido não ajudaram em nada a reforçar a boa imagem.

Para coroar, a última corrida na Austrália Schumacher ainda jogou o seu carro quebrado sobre Damon Hill, enterrando de vez as chances dos méritos do carro se destacarem ante as ilegalidades ora de seu piloto, ora de sua equipe.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Raio X Benetton-Ford 1992

Desenhado por Ross Brawn e Rory Byrne, o B192 era um carro bastante competitivo, alcançando a importante marca de 12 pódios, incluindo-se aí a primeira vitória de Michael Schumacher na categoria justamente na pista que estreara um ano antes, Spa-Francorchamps.

O desempenho do carro, se não era extraordinário sequer ameaçando as imbatíveis Williams, foi suficiente para eclipsar o pouco confiável Mclaren-Honda MP4-7 de Ayrton Senna que apesar das 3 vitórias (mais 2 de Berger) nesse ano amargou um distante 4º lugar no campeonato de pilotos atrás do campeão Nigel Mansell, do vice Patrese e justamente de do piloto alemão em sua primeira temporada completa na F1. O outro piloto da Benetton a dirigir o B192 foi Martin Brundle.

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Raio X Benetton-Ford 1990

O Benetton-Ford B190 foi projetado por Rory Byrne sob supervisão de John Barnard e teve como pilotos o brasileiro Nelson Piquet e o italiano Alessandro Nanini, que após se acidentar com um helicóptero perto de sua casa em Siena no fim daquele ano foi substituído pelo também brasileiro Roberto Pupo Moreno.

Esse carro venceu 2 corridas no ano, os GPs de Suzuka, no Japão e Adelaide, na Austrália, ambas com Piquet. No Japão, GP em que Senna acertou a traseira da Ferrari de Prost e sagrou-se bicampeão, a Benetton ainda viu sua vitória com dobradinha, com Moreno em segundo.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

Honda de volta a F1?

O diretor administrativo da Renault Jean Francois Caubet, que recentemente declarou que a mudança de regras de motores para 2013 significaria uma grande chance para a empresa francesa, disse também que outros grupos multinacionais podem estar de olho na F1.

Além do grupo VW-Porsche que já manifestou publicamente interesse e aprovação aos novos motores de quatro cilindros 1.6 Turbo, Caubet disse que "ha agora um terceiro grupo de olho na F1".

"São os japoneses", confirmou ele. "Estou surpreso com esse seu interesse nos novos motores, mas é claro que a questão do [corte] de custos pode ter mudado a atitude deles"

"Os europeus estão à frente, as tecnologias são novas - Eu suponho que eles não possam se dar ao luxo de não estar aqui", completou o diretor Francês, que ainda indicou que é a Honda que estaria considerando seriamente seu retorno a principal categoria do automobilismo mundial, mas agora como fornecedora de motores.

A Honda saiu da Formula 1 no fim da temporada de 2008, tendo como melhor resultado nesse ano um 3º lugar obtido por Rubens Barrichello no chuvoso GP da Inglaterra. Após anunciar sua saída, o espólio da equipe foi assumido por Ross Brawn e ganhou o Campeonato Mundial em 2009 com um carro projetado ainda com o dinheiro dos japoneses. No fim deste ano Ross a vendeu para a Mercedes-Benz.

Raio X Benetton-Ford 1988

Eis o "raio x" do Benetton-Ford B188, usada por Thierry Boutsen e Alessandro Nanini na temporada de 1988. Nessa temporada ainda conviviam no grid carros com motores 1.5L V6 turbo com motores aspirados de 3.5L V12, V10 e V8 (como o Ford do Benetton acima)

Os melhores resultados dele foram expressivos sete terceiros lugares nos GP´s do Canadá, Detroit, Alemanha, Hungria, Portugal, Espanha e Japão, garantindo à equipe uma confortável 3ª colocação no Campeonato Mundial de Construtores daquele ano.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ordens de equipe liberadas

Muitos me perguntam o que penso da liberação das ordens de equipe na Formula 1. Penso que sua liberação foi uma favor à transparência, pois elas sempre ocorreram nesses 8 anos em que foram proibidas, só que de formas cifradas.

Ao invés do piloto receber a ordem de deixar-se passar, era orientado por eufemismos técnicos pré-combinados, como "diminua o ritmo, seu consumo está alto", "poupe pneus", "coloque o botão X em posição Y" ou mesmo com estratégias de box não tão positivas que acarrete na inversão de posições. Agora a partir do ano que vem, em tese, quando houver ordens de equipe elas terão de ser escancaradas e públicas, para que todos saibam que ela ocorreu.

Isso, entretanto, pode não ocorrer.  Uma equipe de Formula 1 sabe o quão importante é sua imagem com o público.O desgaste da Ferrari com sua mal disfarçada ordem à Massa na Alemanha é prova de como talvez algumas equipes prefiram continuar o uso da linguagem cifrada para obrigar seus pilotos cumprirem ordens desagradáveis, usando as ordens de equipe apenas em último caso, se o piloto se fizer de bobo por muitas voltas, ou se a situação no campeonato for absolutamente clara a favor de um piloto em detrimento de seu companheiro, que, já no fim do ano, esteja matematicamente fora da páreo por seus próprio méritos.

Portanto acho que tanto a FIA como os telespectadores devem ficar bem atentos a "movimentos estranhos" entre companheiros de equipe nas corridas nos primeiros 2/3 do campeonato.